Confederação Brasileira de Karate de Contato

Competição

Regras de Competição

BRASKO (Brasil Shinkyokushin Karate Organization) no uso de suas atribuições legais contidas no Estatuto da Organização, estabelece o presente regulamento a ser aplicado aos participantes do campeonato.
I – DAS INSCRIÇÕES
Art. 1º – As inscrições para participação dos eventos de karate de contato, deverão obedecer a data limite do mesmo.
Art. 2º – Só poderão inscrever-se instrutores ou atletas devidamente registrado e em dia com a taxa anual e obrigações da organização karate de contato
Art. 3º – Não serão permitidas substituições de atletas participantes após a data de encerramento de inscrição.
Art. 4º – A desistência do atleta inscrito acarretará multas ou sanções para o atleta ou para associação a que ela pertencer a critério da comissão julgadora. A desistência do atleta (W.O), presente na competição, por motivos alheios, acarretará  multa de 30% do salário mínimo vigente à  associação a que ele pertencer. Salvo os casos de motivos de saúde após avaliação do responsável médico e enfermeiro da competição.
Art. 5º – A comissão organizadora, se julgar conveniente, poderá recusar inscrições de candidatos.
II – DO TRANSPORTE E DA ESTADIA
Art. 6º  – A comissão organizadora não  se responsabilizará pelo pagamento de passagens de ida e volta  e estadia no período de competição do  campeonato mundial
Parágrafo 1º – No campeonato sul americano  e na Copa do Mundo, a comissão não  se responsabilizara pela estadia no período da competição
Parágrafo 2º – Nos campeonatos estaduais e nacional a comissão organizadora não se responsabilizará pelo transporte e estadia dos participantes.
III – DO CAMPEONATO
Art. 7º – O competidor deverá comparecer ao tablado na sua primeira chamada, havendo uma tolerância de 30 segundos. Caso não compareça, será desclassificado do campeonato.
Art. 8º – O Campeonato serão divididos por idade, peso e graduação.
IV – DIVISÃO DAS CATEGORIAS DO KUMITE
Art. 9º – Os atletas com até 9 anos participarão da categoria mirim com assistente, atletas de 10 anos a 12 anos participarão da categoria infantil,
Com 13 e 14 anos na categoria infanto juvenil, com 15 a 17 anos na categoria juvenil, com 18 anos acima, divididos por graduação e ou por peso, dependendo da competição, com 40 anos a 50 anos categoria máster, e acima de 50 anos na categoria super máster. É considerado categoria feminino e masculino absoluto, os atletas com 18 anos acima de graduação verde, marrom e preta, ou não havendo separação de graduação ou peso  todas os atletas acima de 18 anos.
V – TEMPO DAS LUTAS DO KUMITE
Art 10º  – Na categoria mirim e infantil, o tempo será de 1 minuto, categoria infanto  juvenil e super máster com um minuto e meio, categoria juvenil, feminino, categoria dividido por peso e máster com dois minutos, categoria absoluto masculino o tempo será de 3 minutos.
VI – CRITÉRIO PARA DESEMPATE DO KUMITE
Art. 11º – Em caso de empate nas lutas nas categoria mirim, infantil, infanto juvenil, juvenil, dividido por peso,máster e super máster, haverá prorrogação de mais um minuto, persistindo o empate o critério será por diferença de peso. Para categoria mirim feminino e masculina: diferença de  1 kilo, na categoria infantil e infanto juvenil masculino e feminino : 2 kilos, categoria juvenil masculino e feminino: 3 kilos, categorias dividida por peso leve, médio, pesado e super pesado, máster e super máster : 3 kilos e  diferença de 10 kilos para categoria masculina adulto , e de 5 kilos para categoria feminina adulto.
Parágrafo 1º – Na categoria absoluto masculino, na primeira fase de eliminatória  e fase inicial, (primeira rodada e segunda rodada) o tempo da luta é de 2 minutos, empate prorrogação de dois minutos, persistindo o empate, critério por diferença de peso (diferença de 10 kilos,vencendo o mais leve) e permanecendo o empate, prorrogação de dois minutos.
Parágrafo 2º – Nas competições mundial e nacional, na categoria absoluto masculino, no período de quarta final, semi final e final, o tempo normal é de 3 minutos, havendo empate, prorrogação de 2 minutos, havendo novo empate, prorrogação de dois minutos, com novo empate, critério de desempate por diferença de peso (10 kilos de diferença,vencendo o mais leve), e havendo empate no peso, o critério é por quantidade de tábuas rompidas(tameshwari), permanecendo o empate, prorrogação de 3 minutos, no qual os árbitros não poderão dar empate.
Parágrafo 2º – Nas competições mundial e nacional, na categoria absoluto feminino, no período de quarta final, semi final e final, o tempo normal é de 2 minutos, havendo empate, prorrogação de 2 minutos, havendo novo empate, prorrogação de dois minutos, com novo empate, critério de desempate por diferença de peso (5 kilos de diferença,vencendo o mais leve), e havendo empate no peso,  prorrogação de 2 minutos, no qual os árbitros não poderão dar empate.
VII – PROTETORES ZELANDO PELA INTEGRIDADE FÍSICA  NO KUMITE
Art. 12º – Na categoria mirim com assistente é obrigatório o uso de luva e protetores de canela, nas categorias Mirim, infantil, é obrigatório o uso de protetores de canela, luva, protetor genital, protetor bucal e protetor de cabeça (capacete com grade frontal), na categoria infanto juvenil e juvenil é obrigatório o uso de protetores de canela, protetor genital, protetor bucal e de luva, sendo opcional o uso de protetor de cabeça (capacete com grade frontal). Nas categorias femininas é obrigatórios o uso de protetor de seio, protetor bucal, protetor genital e protetor de canela. Na categoria máster e super máster é obrigatório o uso de protetor de canela, protetor genital e  protetor bucal. Na categoria adulto masculino é obrigatório o uso de protetor bucal e protetor genital.
Parágrafo único – Somente será aceito o uso de protetores aprovados pela comissão organizadora karate de contato.
VIII – DIVISÃO DE CATEGORIAS DE KATA
Art . 13º  -Os atletas com até 9 anos participarão da categoria mirim  atletas de 10 anos a 12 anos participarão da categoria infantil,
Com 13 e 14 anos na categoria infanto juvenil,
com 15 a 17 anos na categoria juvenil,
com 18 anos acima, divididos por graduação,
com 40 anos a 50 anos categoria máster,
e acima de 50 anos na categoria super máster, livres de graduação.
É considerado categoria feminino e masculino absoluto, os atletas com 18 anos acima de graduação verde, marrom e preta.
A divisão por graduação dependerá do numero de atletas inscritos na competição.
Art, 14º – Os atletas inscritos poderão executar o kata de sua escolha.
Art. 15º – As notas para a primeira fase (primeira rodada)  será de 5,0 a 7,0. Elimina-se a menor nota e a maior nata, somando-se as três notas restantes, classificando os 8 melhores em ordem cronológica da nota total, permanecendo o empate, classifica o atleta com a maior nota  adquirida, permanecendo o empate, classifica o atleta com a maior menor nota, e persistindo o empate, executa-se um novo kata.
Art 16º – Os atletas classificados executarão o kata de sua escolha, sendo a nota de 5,0 a 8,0. Elimina-se a menor nota e a maior nata, somando-se as três notas restantes, classificando os 4 melhores em ordem cronológica da nota total, permanecendo o empate, classifica o atleta com a maior nota  adquirida, permanecendo o empate, classifica o atleta com a maior menor nota, e persistindo o empate, executa-se um novo kata.
Art 17º – Na fase semi final de kata, será disputada através de chave A e B, sendo o confronto entre o primeiro atleta classificado, versus o quarto atleta classificado, chave A, e o segundo atleta com o terceiro atleta classificado, chave B.
Sendo a sua avaliação através do confronto direto, e os árbitros com bandeiras, decide o vencedor. Os árbitros não podem cruzar as bandeiras.
Art. 18º – O critério da decisão de terceiro colocado, é pela nota total adquirida na fase anterior. Caso haja empate, o critério é igual ao art. 16º
Art. 19º Na fase final, o vencedor da chave A, e o vencedor da chave B se enfrentam. Sendo o Campeão da categoria o vencedor com maior numero de bandeiras a seu favor. O juiz central possui dois pontos, e os laterais um ponto.O juiz central não poderá empatar .
IX – DOS ARBITROS
Art. 20º – A composição dos arbitros conforme estatuto da WKO (World Karate Organization Shinkyokushin), sempre terá 2 árbitros designados da matriz, seja 2 arbitros laterais ou um central ou lateral.
Art. 21º  – O árbitro  central será escolhido entre professores  formados pela BRASKO (Brasil Shinkyokushin Karate Organization)   com formação em cursos de arbitragem que antecedem o campeonato
Art 22º – Os árbitros laterais serão  escolhidos entre professores  e instrutores associados da BRASKO (Brasil Shinkyokushin Karate Organization)  com formação em cursos de arbitragem que antecedem o campeonato
Art 23º – O grupo de arbitragem da BRASKO (Brasil Shinkyokushin Karate Organization) é dividido em nível  A, B e C, por tempo de prática e atuação.
Art. 24º  – A decisão de cada árbitros  lateral e central para categoria kumite valerá um ponto, e na categoria kata, os árbitros  laterais possuem um ponto e o árbitro central possui dois pontos.
Art.25º – Para diminuir duvidas e orientar os árbitros, será nomeado um Conselho de  Árbitros presidido pelo professor de maior graduação, e formado na BRASKO (BRASIL SHINKYOKUSHIN KARATE ORGANIZATION)
X – DAS REGRAS DO KUMITE
Art. 26º  – O conselho de árbitros e os árbitros basear-se-ão no regulamento da BRASKO (BRASIL SHINKYOKUSHIN KARATE ORGANIZATION)
Art. 27º  – O atleta que cometer faltas,  somando 2 pontos no total em um mesmo combate, será desclassificado, cabendo a vitória a seu oponente.
Art. 28º – Os ritos para iniciar e findar os combates serão de açodo com o que estabelece o regulamento da BRASKO (Brasil Shinkyokushin Karate Organization)
Art. 29º -O desrespeito, agressão ou tentativa de agressão aos dirigentes do campeonato ou superiores acarretarão a desclassificação sumaria ao competidor, sendo que esta perderá o direito de ser ressarcido de suas despesas, bem como o direito de estadia, cabendo a associação/federação que pertencer o infrator o ressarcimento das despesas efetuadas.
Art. 30º – Não será permitido em hipótese alguma, o uso de estimulantes, bebidas alcoólicas, ou quaisquer substancias tóxicas. Os transgressores sofrerão sanções conforme o artigo anterior.
Art. 31º – Caso haja ataque  proposital no rosto ou ponto vital, o agressor será desclassificado, e ou suspenso por tempo indeterminado, julgado pela comissão de arbitragem e caso o atleta que foi agredido não tenha condições de prosseguir lutando, será também desclassificado.
Art. 32º – Caso haja ataque não proposital no rosto ou ponto vital, o agressor receberá advertência, ou falta, conforme avaliação do ato, e se o atleta agredido não puder prosseguir na competição poderá ser desclassificado.
Art. 33º – É proibido o uso de esparadrapos, faixas para os dedos, braço, nas mãos e pernas, para o tornozelo permite-se somente tornozeleiras, uma em cada pé, munhequeiras uma em cada pulso e joelheiras ma e m cada joelho.
Art. 34º -Somente é permitido a presença do técnico do atleta na área de competição, durante o combate do atleta, havendo sua inscrição no início da competição, com o preenchimento do formulário adequado. Não será permitido permanecer na área de competição após o findar do combate. Salvo em competições que não poderá haver a presença de técnico na área de competição
Art. 35º – Faltas (técnicas proibidas)
1 – Acertar do pescoço para cima com qualquer parte da mão ou do braço.
2 – segurar a roupa do adversário
3 – segurando a roupa o adversário e atacar
4 – agarrar
5 – agarrando o adversário e atacar
6 – usar técnicas de judô
7 – empurrar o adversário com a palma do mão
8 – usar testa
9 – usar as garras
10 – dar kingueri (acertar ponto vital)
11 – morder
12 – acertar na parte frontal do joelho
13 – com a exceção de segurar o pescoço com as costas das mãos, com os punhos fechados, os demais golpes são considerados faltas.
14 – acertar o adversário caído
15 – atacar o adversário, após o árbitro central avisar para parar (yame)
16- ficar sem atacar
17 – sair cinco vezes fora da linha de marcação sem atacar
18 – cair a parte de baixo do dogui
19 – usar qualquer tipo de arma ou protetor brusco
20 – haver discussões ou ofensas durante a luta
21 – agir com mau procedimento durante o campeonato
22 – e se ainda mais houver outros motivos, e os árbitros aceitarem como falta na hora da luta.
XI – REGRAS DO KATA
Art. 36º – Os atletas chamados deverão comparecer ao tablado, anunciar o kata que irá executar e esperar o comando do árbitro central.
Art. 37º – Ao final da execução do kata. Afasta-se da área de competição e reverencia-se com respeito.

XII – DO UNIFORME
Art. 36º – Os atletas inscritos deverão usar o uniforme (dogui) kimono branco nas competições internacionais, nacional e estadual. E nos campeonatos estaduais e nacionais, associados do karate de contato, Federações e Confederação que usarem outro tipo e/ou cor de uniforme deverão  solicitar autorização ou informação antecipada para o uso do mesmo a comissão organizadora do evento.
Art. 37º – Os atletas inscritos deverão ter em seus uniformes o kanjim da organização(logo no lado esquerdo na altura do peito) e poderão ter os emblemas da FPKC, CBKC, WKO, bandeira do Brasil ou Japão.
Art. 38º – Os atletas que possuírem logo marcas de patrocinadores pessoais deverão notificar a organização do campeonato, e recolher as taxas antecipadas para uso no evento. Caso o atleta não tenha a autorização desta propaganda no evento, terá 30 segundos para providenciar a retirada da logo ou a troca do uniforme, ou poderá ser desclassificado.
XIII – PROTESTO E RECLAMAÇÃO
Art. 39º – Somente serão aceita reclamação do técnico da cidade/delegação devidamente inscrito pela associação na competição.
Art. 40º – As reclamações deverão ser feita antes do término do fechamento da chave da categoria, mediante preenchimento da devida ficha totalmente preenchida, e deposito de taxa consignada ou cheque caução no valor de 30% do salário mínimo vigente, paralisando o campeonato. Após avaliado, no caso da parte reclamante ser julgado pela comissão de árbitros e da competição e a decisão ser favorável a parte reclamante, o  depósito é ressarcido a parte reclamante  e retorna-se o campeonato e repetindo a luta em tempo normal ou execução do kata novamente. Caso a parte reclamante for julgada pela comissão de árbitros e da competição e o resultado do julgamento for desfavorável a seu pedido de reclamação o depósito é retido e depositado pela BRASKO (Brasil Shinkyokushin Karate Organization) e prossegue o campeonato com o resultado atual e o campeonato segue com as demais categorias
Parágrafo Único – O reclamante não concordando poderá recorrer ao Tribunal Desportiva da BRASKO (Brasil Shinkyokushin Karate Organization), após o campeonato no prazo de ate 15 dias.
XIV  – DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 41º – Os técnicos das cidades/delegações deverão ser designados previamente  pela diretoria de cada associação participante.
Art. 42º – Os técnicos das cidades/delegações participantes são responsáveis pelo comportamento e disciplina de seus componentes.
Art. 43º – Todos os participantes deverão obedecer rigorosamente ao  regulamento estabelecido pela comissão organizadora.
Art. 44º – Todos os participantes do campeonato, atletas, técnicos, instrutores, professores e árbitros deverão estar devidamente filiado a BRASKO (Brasil Shinkyokushin Karate Organization), e em dia com obrigações referente a taxa anual.
Art. 45º – Todos os atletas filiados da organização Shinkyokushin deverão participar do campeonato estadual, nacional realizado anualmemente e sua não participação poderá sofrer punição conforme código disciplinar da Shinkyokushin.
Art. 46º – A comissão organizadora não se responsabiliza por lesões, acidentes ou prejuízos sofridos causados pelos participantes ou delegações antes, durante e após o campeonato.
Art. 47º – Os casos omissos no presente regulamento serão resolvidos pelo conselho de árbitro e pela comissão organizadora, para os demais casos.

 

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